Ladjane Sousa

A metodologia de trabalho em redes colaborativas defendida por Claudia Miranda é o mote para pensarmos “outras educações” Com as pesquisadoras da RECEN, é possível garantir cooperação entre estados e países e é nesse movimento de desclandestinização do pensamento de intelectuais negras, especialistas em Educação para as Relações Étnico-raciais (ERER). Nessa oportunidade, entrevistamos a pesquisadora Ladjane Sousa, uma escritora reconhecida por suas diferentes inserções no campo da Educação.
Autora do livro “Rainhas” – que trata da história de uma menina negra e suas relações com sua comunidade e coletividade –, trabalha o afeto e o fortalecimento identitário. No dia 23 de setembro (2023), a professora participou do “Diplomado Etnoeducação e Ancestralidade”, em Bogotá (Colômbia), com o môdulo “Entre la poética e infância-devir: oralidade, narrativas y autoria negra”. A sua participação reforça o ethos colaborativo que sustenta as abordagens dos movimentos pedagógicos insurgentes.

VIII Encontro da RECEN – Betty Ruth Lozano Lerma.

A intelectual-ativista afro-colombiana Profª Dra. Betty Ruth Lozano Lerma abrilhantará nosso VIII ENCONTRO DA REDE CARIOCA DE ETNOEDUCADORAS NEGRAS fortalecendo nossas bases epistemológicas, trocando conhecimentos em REDES COLABORATIVAS!
Venha pra roda com sua pesquisa, seus anseios, suas formas de sentir e pensar a educação antirracista!

Traga sua rede de afetos (no sentido de Azoilda Loretto da Trindade), uma amiga, uma irmã, seu ativismo teórico (no sentido de bell hooks), uma mulher amefricana (no sentido de Lélia Gonzalez), uma ‘forasteira de dentro’ (no sentido de Hill Collins), uma quilombola (no sentido Beatriz Nascimento).

LADJANE ALVES SOUSA

Ladjane Alves de Sousa, Possui Graduação em Pedagogia, Mestrado em Educação e Contemporaneidade, ambas pela Universidade do Estado da Bahia, UNEB. Doutoranda em Educação da linha Linguagem, Subjetivações e Práxis Pedagógica do Programa de Pós Graduação em Educação – PPGE da Universidade Federal da Bahia, UFBA e também atua como Coordenadora Pedagógica da Escola Municipal Mercedes do Espirito Santos no município Lauro de Freitas em Salvador.
Através de suas atuações profissional e acadêmica na área da educação, Ladjane foi convidada pela Fundação Hilos de Ananse, o Conselho Afrodescendente de Teusaquillo e a ACDI/VOCA para ministrar a oficina pedagógica “entre poética e infância – Devir: oralidade, narrativas e autoria negra”. A oficina ocorreu neste último final de semana, sábado 23/09 na Colômbia, onde Ladjane partilhou seus conhecimentos sobre a literatura e poesia infantil afro-brasileiras, provocando reflexões sobre as práticas culturais afrodescendentes.
Além de docente e pesquisadora, Ladjane também é escritora de poesias e literatura infantil afro-brasileira. Dentre suas publicações temos o conto ¨Rainhas¨, que foi escrito para inspirar e homenagear as professoras -maioria de mulheres pretas- da escola onde atua como coordenadora, para que elas se sentissem rainhas, especiais e importantes.

Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé – Lei 14.5149/2023

Hoje 21 de março comemora-se o Dia Nacional das Tradições das Raízes de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé – Lei 14.5149/2023, sancionada pelo Presidente Luís Inácio Lula da Silva, dia de luta pela Eliminação da Discriminação Racial. Para celebrar esse dia, o CMEI Dr. Djalma Ramos produziu esse vídeo cuja finalidade é refletir com a nossa comunidade e com a nossa Rede Municipal que as pessoas das Religiões de matrizes africanas tenham o seu direito de SER e EXISTIR garantidos nos espaços escolares.

[eBook] DECOLONIALIDADE E OUTRAS EDUCAÇÕES: EM BUSCA DE UM MOVIMENTO SANKOFA

Organização Claudia Miranda (UNIRIO; CLACSO), Luciano da Silva Pereira (UFMT), Mille Caroline Rodrigues Fernandes (UNEB)

O Livro DECOLONIALIDADE E OUTRAS EDUCAÇÕES: EM BUSCA DE UM MOVIMENTO SANKOFA é fruto de pesquisa e de práxis educadoras, alcançadas em rede. Nasce da dialogicidade e, sob essa percepção, o desafio inclui assumirmos outras chaves interpretativas para uma vida cotidiana que se dê à contrapelo já que, nossa pertença afrodescendente está sob interjeição contínua. Com esse aporte, podemos vislumbrar algumas possibilidades de deslocamento existencial e discursivo. Nossa tarefa compreende a adoção de abordagens anticoloniais e reações inevitáveis para recompormos parâmetros filosóficos e educacionais. E, sob tais perspectivas, podemos elaborar algumas perguntas: 1). O que seria assumirmos descaminhos de intervenções e práxis anticoloniais, tendo como horizonte, as lutas dos movimentos sociais e as agendas antirracistas? 2). Como a Diáspora Africana e os povos originários (sobretudo na A. Latina), são exemplos e desenvolvem tecnologias de resistência? No exercício de fortalecimento de pesquisas colaborativas e realizadas na contramão do status quo, o livro aqui apresentado visa apoiar outros itinerários investigativos e, assim, quer ampliar os espaços de interpretação das demandas que se impõem em um mundo em crise profunda, marcado pela negação e pelo extremismo.


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